Museu do Louvre reabre após roubo de joias históricas avaliadas em mais de R$ 550 milhões
Galeria de Apolo, alvo da ação criminosa, permanece sob perícia enquanto o restante do museu volta a receber visitantes
O Museu do Louvre, em Paris, reabriu nesta quarta-feira (22), apenas três dias após o roubo de joias históricas avaliadas em cerca de US$ 102 milhões (aproximadamente R$ 550 milhões). O assalto, ocorrido no último domingo (19), mobilizou autoridades francesas e repercutiu mundialmente.
Imagens transmitidas pela Reuters TV mostraram visitantes entrando novamente pelos portões do museu, o mais visitado do mundo, após o fechamento temporário motivado pelas investigações.
De acordo com informações das autoridades francesas, os ladrões invadiram a Galeria de Apolo, onde estavam expostas as Joias da Coroa Francesa, e levaram diversas peças de valor inestimável. A ação criminosa durou cerca de sete minutos e envolveu a violação das vitrines que protegiam as relíquias.
A Galeria de Apolo é um dos espaços mais emblemáticos do Louvre, conhecida por abrigar obras ligadas à realeza francesa, como os vasos de pedra dura do rei Luís XIV, feitos em minerais preciosos como jade, ametista e lápis-lazúli.
Entre os itens roubados estão:
1. Tiara de diamantes e pérolas da Imperatriz Eugênia, adquirida recentemente pelo museu;
2. Os lendários diamantes Regent, Sancy e Hortensia, que adornaram coroas e trajes reais;
3. Um conjunto de diamantes e safiras que pertenceu à Dona Amélia e à Condessa de Paris.
Também foi levada a gema “Côte de Bretagne”, um espinélio pertencente à duquesa Ana da Bretanha, considerada uma das peças mais antigas da coleção.
A Galeria de Apolo integra o Louvre desde o final do século 18 e é considerada Patrimônio Nacional e Mundial. Projetada na década de 1660, a sala foi concluída sob a direção do arquiteto Félix Duban no século 19 e passou por restauração em 2019, recuperando molduras douradas e vitrais originais.
As autoridades francesas seguem investigando o caso e ainda não divulgaram informações sobre suspeitos ou o paradeiro das joias. A Galeria de Apolo permanece isolada para perícia, enquanto as demais áreas do museu já foram reabertas ao público.
Este não é o primeiro roubo da história do Louvre. O museu já enfrentou outros episódios de furto, incluindo o famoso roubo da Mona Lisa em 1911, posteriormente recuperada.
Fonte: Poti News

Nenhum comentário:
Postar um comentário