sexta-feira, 12 de setembro de 2025

SECRETÁRIO DE SAÚDE DE NATAL DIVULGA QUE AS ESCALAS DE MÉDICOS ESTÃO FUNCIONANDO NORMALMENTE COM AS EMPRESAS CONTRATADAS

“Escalas de médicos estão completas”, garante secretário de Saúde de Natal após troca de empresas

Em meio a relatos de cancelamentos, Geraldo Pinho garante escalas completas e redução de filas em UPAs de Natal

O secretário municipal de Saúde de Natal, Geraldo Pinho, afirmou nesta quinta-feira 11 que a rede pública já conseguiu regularizar as escalas médicas após a substituição da Coopmed pelas empresas Justiz e Proseg. Segundo ele, em apenas dez dias foi possível restabelecer o quadro de profissionais em UPAs, hospitais e maternidades, com redução no tempo de espera e queda no número de pacientes internados aguardando transferência.

“Graças a Deus, e com muito trabalho, conseguimos regularizar até antes do que esperávamos. Só na UPA da Cidade da Esperança, nesses dez primeiros dias, foram 3.997 atendimentos. Teve dia que teve 515 atendimentos. Está quase 17, 18 atendimentos por hora. Hoje, aqui, simultaneamente, temos 10 médicos atendendo, como também está acontecendo nas outras UPAs, nos hospitais, na maternidade”, disse Geraldo Pinho.

O secretário também destacou que visitas técnicas do Ministério Público e do Conselho Regional de Medicina confirmaram escalas completas. “Nas UPAs, também tem aquela questão de superlotação interna de pacientes esperando transferência para leito, para ser transferido. E, em uma semana, conseguimos reduzir pela metade desse número. Costumávamos amanhecer com 100, 110 pacientes por dia esperando. E, hoje, 50 pacientes esperando. Então, é uma redução grande em pouco tempo”.

Na Policlínica da Ribeira, na terça-feira 9, consultas de psiquiatria e cardiologia foram canceladas após a saída de médicos que atuavam pela Coopmed e não aderiram ao novo modelo. Pacientes relataram ao AGORA RN que tiveram tratamentos interrompidos e enfrentam incerteza sobre quando os atendimentos serão restabelecidos.

Geraldo Pinho reconheceu a ausência pontual de um cardiologista, mas disse que a situação já foi resolvida. “Era um médico da cooperativa que havia garantido permanência, mas não compareceu. Já foi substituído e isso não vai ocorrer novamente”, afirmou.

Crise na saúde

A crise na saúde municipal teve início em 1º de setembro, quando a Coopmed deixou de atuar nas escalas médicas. A Prefeitura firmou contrato emergencial de R$ 208 milhões, válido por um ano, com Justiz e Proseg, já que não havia contrato fixo com a Coopmed desde junho de 2023.

A mudança provocou protestos do Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed-RN), paralisações e ações judiciais. O Sinmed-RN contesta a legalidade dos contratos e orienta profissionais a não assinarem com as novas empresas, enquanto a Prefeitura argumenta que a medida foi necessária para corrigir a falta de segurança jurídica do modelo anterior.

Fonte: Portal 96 FM



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