sábado, 13 de agosto de 2022

PROJETO DE LEI NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO RN PARA PROIBIR CIGARROS ELETRÔNICOS EM AMBIENTES FECHADOS

Assembleia votará projeto que proíbe cigarros eletrônicos em ambientes fechados no RN

Deputado alega que a comercialização desses produtos é proibida no Brasil, por meio de resolução da Anvisa

O deputado estadual Hermano Morais (PV) apresentou um projeto de lei na Assembleia Legislativa que proíbe o uso de cigarros eletrônicos em ambientes fechados no Rio Grande do Norte, tanto públicos quanto privados. O projeto ainda será votado pelo plenário. Atualmente, o uso de cigarros comuns já é proibido nesses locais.

O parlamentar alega que a comercialização desses produtos é proibida no Brasil, por meio de resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Hermano enfatiza, ainda, que o uso desses cigarros eletrônicos expõe o organismo dos fumantes “a uma variedade de elementos químicos gerados pelo próprio dispositivo (nanopartículas de metal), e pela relação direta com o processo de aquecimento ou vaporização, já que alguns produtos contidos no vapor de cigarros eletrônicos incluem carcinógenos conhecidos e substâncias citotóxicas, potencialmente causadoras de doenças pulmonares e cardiovasculares”.

O deputado estadual acrescenta que o uso dos cigarros eletrônicos está ligado ao desenvolvimento de síndromes como a Evali, sigla que, em português, significa “doença pulmonar associada ao uso de produtos de cigarro eletrônico ou vaping”. A doença respiratória aguda gera tosse, falta de ar e dor no peito, sendo comuns também dores na barriga, vômitos e diarreias, além de febre, calafrios e perda de peso, podendo facilmente ser confundida apenas com um quadro gripal.

A Evali pode causar ainda fibrose pulmonar, pneumonia e chegar à insuficiência respiratória. Observamos também início de bronquite asmática nos usuários e doença pulmonar obstrutiva crônica, levando as pessoas a adoecerem gravemente, e inclusive, vir a óbito.

Fumante passivo

O fato de o cigarro eletrônico não provocar cheiro no ambiente causa a impressão de que o vape só é prejudicial para quem fuma. Ainda não há unanimidade sobre os riscos que o vapor produzido pelo cigarro eletrônico gere para terceiros, mas especialistas defendem que fumantes passivos também podem ser afetados.

Alguns estudos apontam que o risco de um fumante passivo de cigarro eletrônico desenvolver bronquite pode chegar a 40%.

Fonte: Portal 98 FM


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