Hospital Municipal deve começar a funcionar até o fim de abril, diz secretário
Além dos leitos inicialmente previstos, a Prefeitura decidiu ampliar o escopo da primeira fase, incluindo dois blocos cirúrgicos além dos leitos
O Hospital Municipal de Natal, que está em construção no conjunto Cidade Satélite, deverá iniciar o seu funcionamento no final de abril de 2026, com a entrega da primeira etapa da unidade, que contará com 100 leitos de enfermaria. A previsão foi dada nesta terça-feira 27 pelo secretário municipal de Saúde, Geraldo Pinho.
Segundo ele, além dos leitos inicialmente previstos, a Prefeitura decidiu ampliar o escopo da primeira fase, incluindo dois blocos cirúrgicos, o que permitirá ao hospital começar a realizar procedimentos e gerar receita própria desde o início das operações.
Ele explicou que o financiamento necessário para a conclusão dessa etapa está garantido com a assinatura de um empréstimo junto à Caixa Econômica Federal, que será formalizado pela Prefeitura do Natal.
De acordo com o secretário, a inclusão dos blocos cirúrgicos é estratégica para o equilíbrio financeiro da unidade. “É a alta complexidade que dá receita para o hospital. A gente começar a fazer parto, começar a fazer cesárea, começar a fazer pequenas cirurgias, cirurgias eletivas”, afirmou, em entrevista à rádio Mix nesta terça-feira 27. Segundo ele, essa lógica permitirá custear parte das despesas dos leitos de enfermaria desde o início do funcionamento.
Cirurgias, partos, cesáreas e procedimentos de média e alta complexidade são pagos pelo SUS por meio de tabelas e contratos. Cada procedimento realizado gera repasse financeiro ao hospital, com apoio do Governo Federal. Já leitos de enfermaria para observação ou retaguarda consomem recursos (equipe, medicamentos, alimentação, energia), mas não têm pagamento direto por diária no mesmo modelo.
Geraldo Pinho enfatizou que o impacto assistencial será expressivo já na primeira fase. “Só essa primeira etapa, com 100 leitos, já representa um Walfredo Gurgel e meio”, comparou, em referência ao maior hospital público do Estado, pertencente à rede estadual. O Hospital Municipal, quando estiver totalmente concluído, terá 330 leitos e sete blocos cirúrgicos, o que, segundo ele, corresponde a “mais do que quatro Walfredos”.
O secretário ressaltou que a abertura do hospital não se limita à conclusão da obra física. O desafio maior, segundo ele, está no custeio. “Não é só construir, não é só entregar. A gente tem que também se debruçar sobre a gestão do hospital, o custeio – que vai ser altíssimo”, declarou. Para isso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) criou um grupo de trabalho que estuda diferentes modelos administrativos.
Entre as alternativas analisadas pela gestão municipal, estão a administração direta, gestão por Organização Social (OS), modelo misto e Parceria Público-Privada (PPP). “O caminho que deveremos seguir, muito provavelmente, será uma PPP”, disse. Segundo o secretário, a Prefeitura já trabalha na estruturação jurídica e técnica do projeto, avaliando a “vantajosidade econômica que esse modelo trará para a gestão municipal”.
Ele frisou que a decisão será baseada em eficiência e sustentabilidade financeira. “Não adianta abrir sem ter capacidade financeira de manter um serviço, principalmente um hospital novo”, afirmou. Ainda assim, garantiu que, independentemente de aportes estaduais ou federais adicionais, o hospital será entregue. “O prefeito Paulinho Freire deu a determinação, a prioridade, para que a gente entregue de fato o hospital para poder funcionar e desafogar toda a nossa rede de urgência e emergência”.
Fonte: AgoraRN