Prefeitura de Natal propõe empréstimo de US$ 50 milhões para remodelar rede de assistência social
O prefeito Paulinho Freire solicitou, em documento enviado à Câmara Municipal, a autorização para contratar empréstimo de US$ 50 milhões junto ao Banco Mundial (BIRD), com garantia da União. Os valores, de acordo com o município, serão investidos no Projeto Natal Integra, que deve ampliar em 40% o atendimento da rede de assistência social de Natal, chegando a 21 mil famílias por mês.
O plano prevê reconstrução completa da infraestrutura social da capital, com criação de unidades próprias e fim do uso de imóveis alugados. Segundo o texto, muitos equipamentos sociais funcionam em prédios inadequados, sem acessibilidade, o que eleva custos e dificulta o acesso aos serviços.
A meta da gestão é substituir a rede atual por Cidades Sociais, polos que reúnem atendimento assistencial, formação profissional, cozinhas comunitárias e espaços de convivência. O projeto integra ainda um sistema digital unificado para “atendimento mais rápido e humanizado”.
A proposta será executada em quatro eixos:
Modernização da infraestrutura física, com obras em todas as zonas administrativas;
Integração dos serviços por meio de plataforma digital;
Criação de oportunidades de renda, via qualificação e empreendedorismo;
Sustentabilidade e governança, com prédios movidos a energia limpa e gestão transparente.
A Prefeitura estima capacitar 2 mil pessoas por ano, com meta de 60% alcançando inserção no mercado de trabalho ou renda autônoma. Parte do financiamento virá da economia gerada com o fim dos aluguéis. O projeto é coordenado pela Sempla e Semtas, com apoio técnico do Banco Mundial, e está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
A proposta está em regime de urgência para análise da COFIEX, etapa necessária para liberação do crédito.
Casas do Fazer
Conforme a previsão do plano int Casas do Fazer serão o núcleo do Projeto Natal Integra, combinando formação profissional, cozinhas comunitárias e estímulo ao empreendedorismo dentro das Cidades Sociais.
As unidades capacitarão cerca de 2 mil pessoas por ano, com meta de 60% obtendo fonte de renda própria. Os cursos serão voltados para cozinha, estética, serviços, manutenção e economia criativa. As unidades terão infraestrutura adaptada, energia solar, reaproveitamento de água e acessibilidade universal.
Cada espaço será planejado conforme a vocação da região: áreas comerciais terão oficinas de corte e costura, gastronomia ou manutenção elétrica; regiões periféricas terão cursos de agricultura urbana e cooperativismo.
Além do papel econômico, as Casas do Fazer terão função comunitária, com cozinhas coletivas e áreas de convivência articuladas aos CRAS e CREAS, oferecendo suporte às famílias.
A expectativa é que a Câmara Municipal aprove a operação de crédito em regime de urgência, garantindo a inclusão do projeto na pauta de financiamento externo do governo federal ainda neste ano.
Fonte: Portal 98 FM

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